Olá pessoal,
No dia 26 de Outubro, as 8h eu irei ministrar uma palestra sobre Web Standards na 9ª Jornada de Informática da UNESP de Bauru (http://www.fc.unesp.br/jornada_info/).
Irei falar sobre como desenvolver para web utilizando Web Standards, obtendo ao mesmo tempo, sites acessíveis a mais pessoas e a mais tipos de dispositivos, e que funcionarão corretamente a medida que os browsers forem evoluindo e novos dispositivos para Internet forem surgindo, falar sobre utilizar ou não AJAX e outros recursos nas suas páginas.
Espero todos lá....
quarta-feira, 17 de outubro de 2007
segunda-feira, 8 de outubro de 2007
Adobe e a Web 2.0
Quando pensamos em Web 2.0 ainda estamos muito ligados aos aplicativos feitos usando AJAX, JavaScript, deixando as aplicações RIA, que antes do "aparecimento do AJAX" parecia ser o único futuro da Web, meio de lado.
E a principal fornecedora de meios para criação de RIA parecia também passar por um momento de hibernação, apenas parecia.
A Adobe, com seu arsenal, Dreamweaver, Flash, Flex, Photoshop, entre outros, passou algum tempo sem avançar muito no campo da Web 2.0, e viu um dos seus principais trunfos, o desenvolvimento de aplicações em RIA sobre a plataforma do Flash, ganhar vários concorrentes (Silverlight da Microsoft, JavaFX, e o OpenLaszlo, que gera aplicações em Flash e em AJAX).
Agora a Adobe mostra que quer estar presente mais do que nunca na Web 2.0 lançando a plataforma AIR (Adobe Integrated Runtime) que vai misturar Flash, Flex, HTML e AJAX para a criação de aplicações para Web 2.0 que funcionarão OnLine e OffLine.
Aplicações RIA e Web 2.0 OffLine não são novidade, a alguns anos, a ainda Macromedia possuía o Flex Central que permitia que você criasse aplicações em Flex e as fizesse funcionar OffLine. E mais recentemente o Google lançou o Gears, que permite que você crie aplicações utilizando AJAX que funcionarão OffLine.
E em serviços Web 2.0, a Adobe demonstrou a versão OnLine do Photoshop, e comprou uma empresa que possui um editor de textos OnLine usando Flash, ou seja, está chegando mais um concorrente forte, o Google pode estar prestes a encontrar um concorrente bem forte, e a Microsoft pode acabar numa posição de mera coadjuvante na Web 2.0 se não começar a correr mais.
E a principal fornecedora de meios para criação de RIA parecia também passar por um momento de hibernação, apenas parecia.
A Adobe, com seu arsenal, Dreamweaver, Flash, Flex, Photoshop, entre outros, passou algum tempo sem avançar muito no campo da Web 2.0, e viu um dos seus principais trunfos, o desenvolvimento de aplicações em RIA sobre a plataforma do Flash, ganhar vários concorrentes (Silverlight da Microsoft, JavaFX, e o OpenLaszlo, que gera aplicações em Flash e em AJAX).
Agora a Adobe mostra que quer estar presente mais do que nunca na Web 2.0 lançando a plataforma AIR (Adobe Integrated Runtime) que vai misturar Flash, Flex, HTML e AJAX para a criação de aplicações para Web 2.0 que funcionarão OnLine e OffLine.
Aplicações RIA e Web 2.0 OffLine não são novidade, a alguns anos, a ainda Macromedia possuía o Flex Central que permitia que você criasse aplicações em Flex e as fizesse funcionar OffLine. E mais recentemente o Google lançou o Gears, que permite que você crie aplicações utilizando AJAX que funcionarão OffLine.
E em serviços Web 2.0, a Adobe demonstrou a versão OnLine do Photoshop, e comprou uma empresa que possui um editor de textos OnLine usando Flash, ou seja, está chegando mais um concorrente forte, o Google pode estar prestes a encontrar um concorrente bem forte, e a Microsoft pode acabar numa posição de mera coadjuvante na Web 2.0 se não começar a correr mais.
domingo, 23 de setembro de 2007
Para não errar a mão - Velocidade do site
Vamos finalizar essa série sobre desenvolvimento web falando sobre os cuidados fazer um site que abra um pouco mais rápido que os outros.
Gostaria de dizer que vou dar uma palestra sobre Web Standards, onde irei falar também sobre as dicas que dei nessa série de posts, na 9ª Jornada de Informática da Faculdade de Ciências da UNESP de Bauru, de 22 a 26 de Outubro, ainda não tenho a data e horário da palestra, mas assim que tiver disponibilizo aqui.
Quando você está desenvolvendo um site você deve estar atento ao tamanho do seu site, e não digo apenas o tamanho das imagens e animações em flash, mas também do tamanho dos arquivos HTML, CSS e JavaScript. Se você está pensando que vou falar sobre conexões discadas x banda larga, você está certo, mas não somente isso.
É muito importante que seu site na Internet carregue com um tempo razoável mesmo em conexões discadas, pois algumas vezes as conexões de banda larga podem sofrer problemas de lentidão, e não é interessante afugentar o usuário. E o tamanho dos arquivos também tem influência na banda da sua empresa que está sendo consumida para abrir esse site, se você imaginar uma página com 10 mil acessos diários, uma economia de 5Kb pode significar mais que 1Gb de banda economizada no fim do mês.
Como analisar o tempo de abertura do seu site, e o tamanho dos arquivos é uma tarefa que delego ao Web Page Speed Report (http://www.websiteoptimization.com/services/analyze/index.html), também presente na Web Developer Toolbar do Firefox, que gera um relatório detalhado do seu site, tamanho total do site, tamanho do arquivo HTML, do arquivo CSS, das imagens, além de no final comentar o resultado da análise. Se você for seguir a risca tudo o que está escrito nas recomendações desse site você está ferrado, pois já analisei vários sites nessa ferramenta (Terra, UOL, Google, UNESP) e apenas o do Google recebeu sinal verde em tudo, mas, a página inicial do Google não tem praticamente nada.
O que você deve mais estar atento nessa ferramenta é o tamanho dos seus arquivos HTML, CSS e JavaScript, pois são o núcleo da sua página, as imagens também são importantes, mas esses 3 vão demonstrar quanto tempo vai levar pro seu site estar visível na tela do usuário, evitando que ele fuja devido a demora do site.
O tamanho do arquivo HTML, e em alguns casos do CSS, também é importante devido a possibilidade de dispositivos que utilizem a rede de telefonia celular acessar seu site, já que atualmente no Brasil a navegação na Internet pela telefonia celular é bem lenta.
Percebi que o maior erro que eu cometia no desenvolvimento era utilizar nomes de classes CSS e de id's de div's enormes, como menu-esq-sem-submenu, e acabava tendo que repetir essa palavra pelo arquivo CSS diversas vezes, a diminuição desses nomes pode trazer um ganho de vários Kbs a sua página, principalmente no arquivo CSS.
Dúvidas, sugestões, críticas e outros, entrem em contato, deixem seus comentários.
Gostaria de dizer que vou dar uma palestra sobre Web Standards, onde irei falar também sobre as dicas que dei nessa série de posts, na 9ª Jornada de Informática da Faculdade de Ciências da UNESP de Bauru, de 22 a 26 de Outubro, ainda não tenho a data e horário da palestra, mas assim que tiver disponibilizo aqui.
Quando você está desenvolvendo um site você deve estar atento ao tamanho do seu site, e não digo apenas o tamanho das imagens e animações em flash, mas também do tamanho dos arquivos HTML, CSS e JavaScript. Se você está pensando que vou falar sobre conexões discadas x banda larga, você está certo, mas não somente isso.
É muito importante que seu site na Internet carregue com um tempo razoável mesmo em conexões discadas, pois algumas vezes as conexões de banda larga podem sofrer problemas de lentidão, e não é interessante afugentar o usuário. E o tamanho dos arquivos também tem influência na banda da sua empresa que está sendo consumida para abrir esse site, se você imaginar uma página com 10 mil acessos diários, uma economia de 5Kb pode significar mais que 1Gb de banda economizada no fim do mês.
Como analisar o tempo de abertura do seu site, e o tamanho dos arquivos é uma tarefa que delego ao Web Page Speed Report (http://www.websiteoptimization.com/services/analyze/index.html), também presente na Web Developer Toolbar do Firefox, que gera um relatório detalhado do seu site, tamanho total do site, tamanho do arquivo HTML, do arquivo CSS, das imagens, além de no final comentar o resultado da análise. Se você for seguir a risca tudo o que está escrito nas recomendações desse site você está ferrado, pois já analisei vários sites nessa ferramenta (Terra, UOL, Google, UNESP) e apenas o do Google recebeu sinal verde em tudo, mas, a página inicial do Google não tem praticamente nada.
O que você deve mais estar atento nessa ferramenta é o tamanho dos seus arquivos HTML, CSS e JavaScript, pois são o núcleo da sua página, as imagens também são importantes, mas esses 3 vão demonstrar quanto tempo vai levar pro seu site estar visível na tela do usuário, evitando que ele fuja devido a demora do site.
O tamanho do arquivo HTML, e em alguns casos do CSS, também é importante devido a possibilidade de dispositivos que utilizem a rede de telefonia celular acessar seu site, já que atualmente no Brasil a navegação na Internet pela telefonia celular é bem lenta.
Percebi que o maior erro que eu cometia no desenvolvimento era utilizar nomes de classes CSS e de id's de div's enormes, como menu-esq-sem-submenu, e acabava tendo que repetir essa palavra pelo arquivo CSS diversas vezes, a diminuição desses nomes pode trazer um ganho de vários Kbs a sua página, principalmente no arquivo CSS.
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terça-feira, 18 de setembro de 2007
Apresentações no Google Docs
Já faz algum tempo que você consegue visualizar apresentações de slides do Power Point diretamente na interface do Gmail, e como havia sido anunciado em abril, o Google incorpora a criação de apresentações de slides ao seu serviço Google Docs (http://docs.google.com).
Ainda tem alguns recurso que não testei, mas aparentemente é possível fazer uma apresentação pela Internet usando-se do google talk, podendo inclusive conversar com quem estiver assistindo.
Ainda tem alguns recurso que não testei, mas aparentemente é possível fazer uma apresentação pela Internet usando-se do google talk, podendo inclusive conversar com quem estiver assistindo.
segunda-feira, 17 de setembro de 2007
Impulsionando o Software como Serviço
Semana passada foi anunciado o acordo entre o Google e a Capgemini para que ela atue como integrador do Google Apps junto as empresas que desejam utilizar a suite de softwares. Isso mostra que o que o SaaS (Software como Serviço), que antes parecia um potencial concorrente com as empresas de terceirização de serviços, pode ser uma boa aposta para elas.
Muitas organizações sentiam poderiam sentir receio de utilizar os serviços Google Apps devido a problemas que poderiam ocorrer com a integração desses serviços a empresa, agora, podendo contar com um apoio especializado nessa integração, a adoção do SaaS deve aumentar consideravelmente.
Muitas organizações sentiam poderiam sentir receio de utilizar os serviços Google Apps devido a problemas que poderiam ocorrer com a integração desses serviços a empresa, agora, podendo contar com um apoio especializado nessa integração, a adoção do SaaS deve aumentar consideravelmente.
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sábado, 15 de setembro de 2007
Para não errar a mão - JavaScript/AJAX
Retomando a série de posts sobre desenvolvimento Web, vamos falar sobre a implementação de JavaScript e AJAX no seu site, que deve ser muito bem pensada, atentando a quem será seu público alvo.
Primeiro pensando em um sistema que rodará na Intranet ou Extranet da sua organização, você sabe quem serão os usuários, portanto se você tem a garantia que todos terão uma versão atualizada de seus navegadores, o uso de recursos de JavaScript e AJAX estão totalmente liberados.
Já pensando em um site na Internet, onde qualquer pessoa pode acessar, e todos precisam utilizar os recursos dele você deve planejar que ele funcione independente de o usuário possuir JavaScript ou AJAX no navegador dele, vocês podem estar pensando, todos os navegadores hoje possuem JavaScript, mas ele pode ser desabilitado, e não são todas as pessoas que sabem fazer esse processo de desabilitar e habilitar o JavaScript, então mostrar uma mensagem como: "O JavaScript da sua máquina está desabilitado, para habilitar siga os seguintes passos...", pode afugentar um usuário que mal sabe que existe JavaScript. A solução, JavaScript não obstrutivo.
Como funciona o JavaScript não obstrutivo?! Na nossa série até agora o site foi inteiro criado sem usar nenhum comando JavaScript, essa é a idéia, o site funciona por completo sem precisar de nenhum recurso do JavaScript, ou seja, o JavaScript apenas dá um toque a mais no site, adiciona algumas "firulas". Para fazer isso você deve colocar todo o código JavaScript em um arquivo separado, e nele você carrega as ações do eventos, portanto você não vai definir o evento onClick ou onBlur de nenhum elemento da página durante a criação do elemento, mas sim durante a execução do JavaScript, mais ou menos seguindo esse exemplo:
window.onload = function() {
x = document.getElementById('id_do_elemento');
x.onclick = function () {
executaFuncao();
}
}
Pensando em implementações usando AJAX, você deve sempre fazer uma alternativa ao não funcionamento do AJAX, por exemplo, no famoso caso dos combos de estado e cidade onde o combo de cidade é carregado com base no estado você pode fazer da seguinte forma: no código HTML você cria um combo com o estado e para a cidade você cria um campo de texto simples, depois usando AJAX você retira esse campo de texto e cria um combo para ser carregado de acordo com o estado, assim, mesmo que o visitante da página não possua AJAX, a página irá ser funcional.
Sempre procure testar o seu código JavaScript/AJAX no maior número de navegadores (browsers) possível, e em diferentes versões deles. Afinal, você não quer perder um possível cliente, fornecedor, parceiro, visitante por possuir um site não compatível com o navegador que ele usa.
No próximo post da série irei falar sobre a otimização do site, como alguns detalhes fazem a diferença.
Primeiro pensando em um sistema que rodará na Intranet ou Extranet da sua organização, você sabe quem serão os usuários, portanto se você tem a garantia que todos terão uma versão atualizada de seus navegadores, o uso de recursos de JavaScript e AJAX estão totalmente liberados.
Já pensando em um site na Internet, onde qualquer pessoa pode acessar, e todos precisam utilizar os recursos dele você deve planejar que ele funcione independente de o usuário possuir JavaScript ou AJAX no navegador dele, vocês podem estar pensando, todos os navegadores hoje possuem JavaScript, mas ele pode ser desabilitado, e não são todas as pessoas que sabem fazer esse processo de desabilitar e habilitar o JavaScript, então mostrar uma mensagem como: "O JavaScript da sua máquina está desabilitado, para habilitar siga os seguintes passos...", pode afugentar um usuário que mal sabe que existe JavaScript. A solução, JavaScript não obstrutivo.
Como funciona o JavaScript não obstrutivo?! Na nossa série até agora o site foi inteiro criado sem usar nenhum comando JavaScript, essa é a idéia, o site funciona por completo sem precisar de nenhum recurso do JavaScript, ou seja, o JavaScript apenas dá um toque a mais no site, adiciona algumas "firulas". Para fazer isso você deve colocar todo o código JavaScript em um arquivo separado, e nele você carrega as ações do eventos, portanto você não vai definir o evento onClick ou onBlur de nenhum elemento da página durante a criação do elemento, mas sim durante a execução do JavaScript, mais ou menos seguindo esse exemplo:
window.onload = function() {
x = document.getElementById('id_do_elemento');
x.onclick = function () {
executaFuncao();
}
}
Pensando em implementações usando AJAX, você deve sempre fazer uma alternativa ao não funcionamento do AJAX, por exemplo, no famoso caso dos combos de estado e cidade onde o combo de cidade é carregado com base no estado você pode fazer da seguinte forma: no código HTML você cria um combo com o estado e para a cidade você cria um campo de texto simples, depois usando AJAX você retira esse campo de texto e cria um combo para ser carregado de acordo com o estado, assim, mesmo que o visitante da página não possua AJAX, a página irá ser funcional.
Sempre procure testar o seu código JavaScript/AJAX no maior número de navegadores (browsers) possível, e em diferentes versões deles. Afinal, você não quer perder um possível cliente, fornecedor, parceiro, visitante por possuir um site não compatível com o navegador que ele usa.
No próximo post da série irei falar sobre a otimização do site, como alguns detalhes fazem a diferença.
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quinta-feira, 13 de setembro de 2007
IBM apoiando o projeto OpenOffice.org
Dando apenas uma pausa a série de posts que eu estou fazendo.
A IBM anunciou que irá entrar para a comunidade do OpenOffice.org, sendo mais uma empresa de peso a apoiar o projeto, e principalmente o uso do padrão ODF (Open Document Format) para documentos.
Essa decisão foi tomada depois da rejeição do Open XML, da Microsoft, como padrão ISO e do Google incluir o StarOffice no seu pacote Google Pack.
Com essa decisão, a IBM passa a contribuir com códigos para o projeto OpenOffice.org e também com a integração com as suas ferramentas Lotus.
É interessante ver esse apoio da IBM ao OpenOffice.org pois ele foi fundado pela Sun Microsystems, que é rival de longa data da IBM em software e hardware. A Sun já divulgou um comunicado de boas-vindas à IBM.
A IBM anunciou que irá entrar para a comunidade do OpenOffice.org, sendo mais uma empresa de peso a apoiar o projeto, e principalmente o uso do padrão ODF (Open Document Format) para documentos.
Essa decisão foi tomada depois da rejeição do Open XML, da Microsoft, como padrão ISO e do Google incluir o StarOffice no seu pacote Google Pack.
Com essa decisão, a IBM passa a contribuir com códigos para o projeto OpenOffice.org e também com a integração com as suas ferramentas Lotus.
É interessante ver esse apoio da IBM ao OpenOffice.org pois ele foi fundado pela Sun Microsystems, que é rival de longa data da IBM em software e hardware. A Sun já divulgou um comunicado de boas-vindas à IBM.
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